Quatro municípios da Comcam devem mais de R$ 1 milhão ao Samu

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Serviço corre o risco de ser paralisado por causa da inadimplência dos municípios ( foto: Divulgação/Google)
Evandro Junior
O ano de 2016 encerrou com pelo menos 4 municípios da Comcam inadimplentes com o Serviço de Urgência e Emergência (Samu). Juntos, os débitos somam R$ 1.198.120,70, o equivalente a 30% do valor total da inadimplência dos municípios com o Consórcio, em torno de R$ 4 milhões.
Os municípios da região que devem ao Samu são Campina da Lagoa  (R$ 287.412,30); Campo Mourão (R$ 516.880,00); Engenheiro Beltrão (R$ 325.158,40); e Iretama (R$  68.670,00). Os dados foram repassados à TRIBUNA pela coordenadora geral do Samu Noroeste, Eliana Beraldo. “Apenas quatro municípios possuem débitos, mas o problema é o valor alto dos devedores”, comentou Eliana.
Entre as pendências, Campina da Lagoa deve ao Consórcio valores referentes aos anos de 2013, 2015, e 2016; Campo Mourão (2016); Engenheiro Beltrão possui dívidas de 2014; 2015; e 2016; e Iretama somente referente a 2016.
Segundo Eliana, os débitos dos municípios com o Samu prejudicam os serviços que correm sérios riscos de paralisação. “Devido a falta de comprometimento de alguns gestores municipais e das dificuldades que temos enfrentado junto ao Ministério da Saúde, o Samu/Noroeste, enfrenta constantemente risco de paralisação”, alertou. Além da dívida dos municípios, há também um déficit vultoso da União.
O Samu Noroeste, que abrange Campo Mourão e municípios da Comcam soma 85 cidades. “O Samu vem enfrentando dificuldades financeiras há vários meses, está sem condições de pagar o INSS, salários dos servidores, e passou o ano em débito com os fornecedores já em decorrência de alguns municípios inadimplentes”, falou a coordenadora.
Eliana comentou que as ambulâncias do serviço encontram-se sucateadas. “Solicitamos substituição de frota para o Ministério da Saúde, recebemos como resposta que deveríamos tentar essas substituições através de emendas parlamentares, o que fizemos de imediato”, frisou. A coordenadora acrescentou que está visitando os municípios e tentando renegocias as dívidas com os novos prefeitos que assumiram. “Se não tivermos outra opção vamos buscar medidas judiciais para resolver estas pendências”, falou.

 

Inf: Jornal Tribuna do Interior/ Walter Pereira

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