Prefeito de Peabiru aponta dívidas e diz que cidade está sucateada

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Frare diz que cidade está sucateada ( foto: Walter Pereira/Tribuna do Interior)
Evandro Junior

 Após um mês do início da nova gestão, o prefeito de Peabiru, Julio Frare (PR) fez uma avaliação da administração. Ele que é servidor público de carreira há mais de 27 anos disse que o município está sucateado. As dívidas da prefeitura somam em torno de R$ 8 milhões. Do valor, R$ 4 milhões são débitos em curto prazo com fornecedores. Para se ter ideia da dimensão do problema, o valor dos débitos somente com dois fornecedores soma quase R$ 600 mil. Só à empresa que presta serviços de recape asfáltico, a prefeitura deve cerca de R$ 400 mil. São valores referentes a obras feitas, mas não pagas pela gestão anterior.

As dificuldades não param por aí, Frare diz que assumiu a prefeitura com falta de medicamentos no Posto de Saúde 24 horas e na Farmácia Comunitária, pátio de máquinas sucateado, estradas rurais precárias, além da malha asfáltica da cidade que está em situação crítica. Ele estima que pelo menos 95% das ruas do município estejam totalmente danificadas. “Este primeiro mês foi de muito trabalho e muito empenho de toda a equipe. Infelizmente pegamos o município sucateado em todos os sentidos”, informou.

Ele citou, por exemplo,  que no dia 2 de janeiro, primeiro dia dos trabalhos da nova administração nenhuma máquina do pátio de obras estava em condições de funcionamento. “Felizmente com a equipe que constituímos conseguimos colocar algumas máquinas e caminhões para trabalhar e já iniciamos um processo de recuperação de estradas rurais”, falou, ao lembrar que o município é agrícola e que esta em plena época de safra.

Com relação a falta de medicamentos nas unidades de saúde, o gestor informou que o município já fez os procedimentos para aquisição dos produtos. Segundo ele, os postos de saúde já voltaram a atender normalmente. Outro problema na área era o bloqueio de consultas à população pelo Ciscomcam (Consórcio Intermunicipal de Saúde da Comcam) por falta de pagamento. A dívida deixada pela gestão anterior era de R$ 125 mil com o Consórcio, o equivalente a quatro parcelas atrasadas.

“Já estamos resolvendo este problema e partir de segunda-feira os atendimentos voltarão a ser feitos aos nossos pacientes”, falou, informando que havia débitos até mesmo com a casa de apoio que recebe pacientes do município em Curitiba, que também estava há quatro meses sem receber. “Não estavam mais atendendo nossos pacientes”, falou. O débito já foi renegociado e o atendimento normalizado.

Outra dificuldade encontrada pelo novo prefeito, era a falta de crédito do município com fornecedores e prestadores de serviço devido a falta de pagamento a serviços prestados. Frare disse que já conversou com boa parte dos fornecedores para a renegociação dos débitos e que na “medida do possível” está retomando o crédito do município. “Tenho um bom relacionamento com nossos fornecedores, eles já me conhecem e sabem da nossa maneira de trabalhar, hoje, felizmente já reconquistamos o crédito com a maioria”, falou.


Parcerias
Para driblar a falta de receitas no município, o novo prefeito disse que está buscando parcerias com o governo estadual e federal. “A nossa receita é pequena enquanto as despesas muito altas. Já estamos buscando medidas para que agente possa reduzir as despesas. Infelizmente o nosso município não consegue se manter sozinho, para isso estamos procurando parcerias junto ao governo do estado, deputados estaduais, e federais. Estamos com uma boa abertura no governo do Estado e também no Governo Federal e acreditamos com isso conseguir trazer algumas coisas para melhorar o nosso município. Estamos confiantes de que iremos fazer uma boa administração”, argumentou.


Recape asfático
Frare estima que 95% da cidade estejam com a malha viária “sucateada”. Ele disse que já fez o contato com a empresa que está licitada pelo município e que os trabalhos de tapa buracos já eram para terem iniciados esta semana. Será feito também o recape asfáltico em algumas ruas estratégicas. Os trabalhos só não tiveram início por conta do tempo chuvoso, a expectativa é que iniciem na próxima semana.

“O recape é hoje uma das principais reivindicações da cidade. As dificuldades de locomoção em nossas ruas são enormes, seja a pé, de bicicleta, carro ou moto. Já têm acontecido vários acidentes, são carros caindo em valas ou pessoas que caíram e se machucaram devido ao mal estado do nosso asfalto”, reconheceu. Ele diz que o município busca também recursos estaduais e federais para obras neste sentido.

Inf: Walter Pereira/Jornal Tribuna do Interior

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