Trabalhadores beltrãoenses seguem sem receber salários e paralisam totalmente produção de facção

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Sem expectativa de recebimento, funcionários paralisaram de vez a produção na facção de jeans
Evandro Junior

No início da tarde desta quinta-feira, dia 21 de setembro, a equipe de reportagem do Jornal Enfoque Regional (JER) esteve novamente em frente às dependências do Country Clube de Engenheiro Beltrão para acompanhar o drama vivido pelos funcionários da Fábrica de Confecções de Jeans “Pérola Negra”, que seguem sem receber os salários referentes ao primeiro meses de trabalho.

Apesar das inúmeras promessas por parte da direção da empresa, tudo continua igual à semana passada e os 40 trabalhadores que ainda continuam prestando serviço na empresa, não receberam seus vencimentos.

Diante da situação de incerteza, todos os funcionários, sem exceção,  resolveram paralisar a produção até que o salário de aproximadamente R$ 1 mil seja quitado. A paralisação total ocorreu na tarde da última terça-feira (19), e os funcionários só deverão retornar ao trabalho, após receber o dinheiro.

Segundo os trabalhadores, cada dia é uma conversa diferente e até agora não foi pago. Além do não recebimento dos salários mensais, que já estão atrasados há 15 dias, eles alegam que tiveram as carteiras de trabalho retidas pela empresa para o devido registro e que a proprietária da “Pérola Negra” estaria dificultando sua entrega. Alguns deles acreditam que o registro ainda não foi feito.

A revolta é grande no local e os funcionários já pensam em buscar o apoio do Ministério Público do Trabalho para que o impasse seja resolvido. O caso também já chegou ao conhecimento do Ministério Público do Paraná (MP-PR) de Engenheiro Beltrão, que abrirá procedimento para apurar o caso.

Revoltados, os trabalhadores exigem que seus direitos sejam garantidos e salários pagos

“Engraçado é que ninguém da prefeitura, que trouxe essa empresa para cá, vem aqui nos ajudar ou dar uma satisfação. Quem nós fez acreditar que teríamos nosso emprego e que garantiríamos o sustento de nossa família foram eles. Agora todo mundo some! Cadê o prefeito e os secretários?”, disse uma das costureiras mais exaltadas.

Nossa reportagem procurou entrar em contato com a direção da empresa, mas ninguém foi localizado para se pronunciar a respeito.

 

PREFEITURA SE EXIMIU DA RESPONSABILIDADE

Apesar da empresa “Pérola Negra” ter sido apresentada com grande pompa pelo prefeito Rogério Riguetti (PMDB),como a grande  “salvadora da Pátria” em um momento de crise e recessão econômica, a Prefeitura emitiu recentemente nota à imprensa se eximindo de qualquer responsabilidade sobre o caso.

Na nota, o prefeito citou que a responsabilidade pelo pagamento dos salários e direitos trabalhistas são da empresa e que a prefeitura entraria unicamente com o pagamento do aluguel do salão para acomodar as instalações da facção.

Todavia, a co-responsabilidade pela vinda da referida empresa privada ao município é evidente, e deve ser no mínimo encarada com a devida seriedade pelo prefeito Rogério Riguetti, que, a princípio, colheu os bons frutos com a apresentação da fábrica, que geraria 200 novos postos de trabalho na cidade.

Na época, em matérias publicadas em vários veículos de comunicação da região, o prefeito se gabava do feito de ter conseguido a parceria com a empresa, posando ao lado de sua proprietária, a empresária Roseni Silva.

“Está sendo um marco para a história de Engenheiro Beltrão a instalação de uma empresa com tantas vagas de empregos logo no início de uma gestão”, falou o prefeito.

Cabe agora a administração municipal, auxiliar os trabalhadores, pais de família, que estão passando enormes dificuldades e com as contas atrasadas por causa da inadimplência da empresa “Pérola Negra”, que têm sua sede na cidade de Cianorte, e possui também uma unidade em São João do Caiuá.

Riguetti e a empresária Roseni selaram promissora parceria para a geração de empregos e renda no município

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