Justiça manda delator e MP entregarem gravadores usados contra Beto Richa

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Beto Richa foi preso em operação do Gaeco — Foto: Tarcísio Silveira/RPC
Evandro Junior

Do G1 Paraná

O juiz Fernando Fischer mandou nesta segunda-feira (17) o delator Tony Garcia e o Ministério Público Estadual (MP-PR) entregarem todos os equipamentos usados para captar áudios usados na instrução da Operação Rádio Patrulha, queprendeu o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB).

Richa foi solto na madrugada de sábado (15), após decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é suspeito de participar de um esquema de propina em licitações para a recuperação de estradas rurais do estado, mas nega participação nos crimes.

O pedido para o recolhimento dos equipamentos foi feito pela defesa de Pepe Richa, irmão do ex-governador, também preso na operação. Os advogados querem que uma perícia seja feita imediatamente para que se esclareça como os gravações foram feitas.

Tony entregou áudios ao MP que, segundo ele, são de uma conversa em que Richa pede propina.

O juiz, no entanto, disse considerar que ainda não é o momento de fazer a perícia, que deve ser realizada no processo criminal, e não na atual fase de investigação.

“(….) até por se tratar de uma fase investigatória, não há nos autos qualquer impugnação da defesa quanto à autoria dos diálogos, à correição das datas apresentadas, ou qualquer ponto que torne a questão controversa de modo a justificar o deferimento da produção probatória antecipada”, justificou Fischer.

Tony e o MP têm 24 horas para apresentarem os gravadores, conforme a determinação judicial.

Rádio Patrulha

A investigação aponta que o esquema criminoso funcionava a partir do aluguel de máquinas da iniciativa privada.

Os promotores afirmam que o acordo com empresários beneficiados pela licitação previa o pagamento de 8% a agentes públicos, a título de propina, sobre o faturamento bruto.

Fernanda Richa, mulher de Beto, participava da lavagem de dinheiro desviado no esquema, de acordo com o MP-PR. A lavagem de dinheiro, conforme os promotores, era feita por meio da compra e venda de imóveis.

Fernanda Richa é sócia de diversas empresas do ramo imobiliário que teriam sido usadas para o crime, ainda conforme a investigação.

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