
Da Assessoria ALEP
O rápido envelhecimento da população exige um novo olhar para as cidades, a sociedade e para políticas públicas voltadas às pessoas idosas. Se hoje essa discussão é destinada a 1,2 milhão de pessoas no Paraná, no futuro beneficiará a todos que chegarem à terceira idade.
E não serão poucos: de 11,3% da população atual, para uma previsão de 30% dos paranaenses em 2050, representando 3 milhões de habitantes com mais de 65 anos.
Do cuidado com as calçadas ao impacto no sistema de saúde, a audiência pública “Longevidade e Desafios para as Políticas Públicas”, realizada na Assembleia Legislativa do Paraná nesta quinta-feira (16), evidenciou a necessidade de ampliar a percepção em relação às pessoas idosas e, especialmente, de incluí-las no orçamento municipal, estadual e federal.
“Aumentou muito o número de pessoas que vivem mais e todo mundo quer viver mais, porque a outra opção todo mundo sabe qual é”, disse a proponente do encontro, deputada Márcia Huçulak (PSD). Líder do bloco da saúde, a parlamentar defendeu a necessidade de preparar as cidades e desenvolver políticas públicas para esse momento, em que o perfil da população mudou.
Aumento – Os números confirmam a necessidade de planejamento. O amplo crescimento da população idosa tem sido comprovado a cada censo demográfico.
De acordo com o mais recente Censo do IBGE (2022), o número de habitantes com 65 anos ou mais chegou a 10,9% da população no Brasil – ou 22,2 milhões de um total de 203,1 milhões de pessoas. É o maior porcentual desde que o Censo começou a ser feito, em 1872, e um crescimento de 57,4% em relação ao levantamento de 2010. No Paraná, são 1,2 milhão de pessoas – ou 11,3% em uma população total de 11,4 milhões.








