Piana é empossado cavaleiro da Ordem de Santiago e Paraná consolida Caminho Iniciático

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A cerimônia aconteceu em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná, que está implantando o primeiro Caminho Iniciático de Santiago fora da Europa, aos moldes da tradicional rota de peregrinação espanhola - Foto: Igor Jacinto/Vice-Governadoria

Por Agência Estadual de Notícias

O governador em exercício Darci Piana foi empossado nesta quarta-feira (24) como Cavaleiro da Ordem de Santiago, título concedido pela entidade criada no século XII e que hoje é responsável por promover o Caminho de Santiago de Compostela.

A cerimônia aconteceu em Campo Mourão, que está implantando o primeiro Caminho Iniciático de Santiago fora da Europa, aos moldes da tradicional rota de peregrinação espanhola.

Os cavaleiros e damas ordenados na cerimônia apoiaram a implantação do Caminho Iniciático no Paraná, que vai fomentar o turismo religioso e a geração de renda nos municípios envolvidos. A rota tem 104 quilômetros de extensão, passando por quatro cidades, e quem percorrer todo o trajeto a pé ou fizer a ida e volta de bicicleta pode reduzir a jornada no caminho até Compostela, recebendo um passaporte que confirma que já iniciou a peregrinação.

O Governo do Estado é parceiro do projeto e foi responsável pela sinalização ao longo da rota. “Eu participei da implantação da Rota da Fé, aqui em Campo Mourão, e mais tarde deste projeto do Caminho Iniciático de Santiago de Compostela. Por isso recebo essa homenagem com muita honra, por ter ajudado nosso Estado a ter essa rota, que esperamos, que no futuro, seja tão grande como a da Espanha”, disse Piana. “É um trabalho que está só começando, mas que vai trazer muitos turistas e beneficiar o comércio das comunidades por onde ela passa”.

A rota de peregrinação paranaense foi chancelada pela instituição responsável pelo Caminho de Santiago de Compostela, uma das rotas mais antigas e percorridas no continente europeu, criada no século XI e que deve receber, neste ano, 500 mil peregrinos. No Paraná, ela passa pelos municípios de Campo Mourão, Corumbataí do Sul, Barbosa Ferraz e Fênix.

O trajeto ajuda a promover o turismo religioso do Paraná, contribuindo com a geração de empregos e renda nas comunidades envolvidas. A rota passa por igrejas, capelas, santuários, catedrais, cachoeiras e por muitas propriedades da agricultura familiar, ajudando na renda da população local por meio da venda de produtos. A rota termina da cidade de Fênix, que conta com ruínas de uma redução jesuítica espanhola, instalada no Paraná no século XVI.

HISTÓRIA – A Ordem de Santiago foi fundada em 1170 pelo rei espanhol Fernando II de León para defender a cidade de Cáceres contra invasores, além de ser responsável por manter albergues e hospitais para peregrinos e ajudá-los no trajeto até o túmulo do Apóstolo Santiago.

“Na Idade Média, as pessoas viajavam até Santiago de Compostela para visitar a tumba do apóstolo, e muitas vezes tinham dificuldades nesse trajeto. Os cavaleiros eram responsáveis por prestar apoio a eles durante a peregrinação. Isso não é mais necessário, mas mantemos essa tradição até hoje a quem contribui com a promoção do Caminho de Santiago e fomenta a devoção ao apóstolo”, explicou Alejandro.

Extinta no século XIX, a Ordem de Santiago foi reinstaurada como uma associação civil durante o reinado de Juan Carlos I, que comandou a Espanha entre 1975 e 2014. Seu principal objetivo é unir e promover o Caminho de Santiago e todos os povos e comunidades que o compõem.

Além de Darci Piana, também se tornaram membros da Ordem os prefeitos de Campo Mourão, Douglas Fabrício, de Fênix, Junior Molina, e de Corumbataí do Sul, Alexandre Donato, os empresários Geraldo Sebastião dos Santos, Antônio de Jesus Rorato, Karina Pedrollo Alvadori, Tiago Rorato, a religiosa Mirabilis Deus, o coordenador Nacional do Chile na Rede Mundial de Destinos de Turismo Religioso, Juan Gabriel Jorquera, o vigário da Catedral São José de Campo Mourão, Wesley Almeida dos Santos, a arquiteta Maria Belmira Momo Angeli, os produtores agrícolas Rodrigo Salvadori e Antonio Gancedo e o ex-presidente da Sanepar Mounir Chawoiche.

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