
Por Agência Estadual de Notícias
O Instituto Água e Terra (IAT) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) formalizaram um novo termo de cooperação técnica para aperfeiçoar a gestão territorial do Paraná. O objetivo é o compartilhamento de informações e dados para a consolidação da divisão político-administrativa dos 399 municípios do Estado. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
O acordo assinado permite o cruzamento dos dados apurados pelo IAT com as informações geradas pelo IBGE para otimizar o planejamento urbano e criar políticas públicas baseadas nesses levantamentos técnicos, como os limites corretos de cada município do Estado.
Este projeto é muito importante porque estabelece e padroniza uma série de dados ambientais, produzidos pelas equipes do IAT, com os dados socioeconômicos organizados pelo IBGE. Esse cruzamento e agrupamento de informações vai melhorar toda a gestão territorial e ambiental do Estado”, explica o chefe da Divisão de Limites Municipais do IAT, Amauri Simão Pampuch.
Ele explica que a parceria do órgão ambiental paranaense com o IBGE teve início em 1988, com o planejamento e a implementação da rede geodésica de alta precisão no Paraná, o chamado Arquivo Gráfico Municipal. Desde então, foram alcançados 50 marcos geodésicos implantados de forma cooperativa. Essas estruturas integram o Banco de Dados Geodésicos mantido pelo IBGE e são fundamentais para o desenvolvimento logístico e social do Estado.
“As redes do sistema geodésico brasileiro são indispensáveis. Elas dão suporte preciso ao mapeamento civil, referenciamento de grandes obras de engenharia, demarcação de terras indígenas e de áreas de proteção ambiental, processos de regularização fundiária, divisão de loteamentos urbanos, além da estruturação de redes de distribuição de energia e abastecimento de água”, destaca Pampuch.
Um exemplo prático do impacto dessa cooperação ocorreu em 2009, no município de Palmeira, através do projeto Nomes Geográficos. O levantamento de campo realizado em parceria permitiu corrigir um trecho complexo do limite municipal entre Palmeira e Ponta Grossa. Os dados foram incorporados ao Banco de Nomes Geográficos do Brasil (BNGB) do IBGE.








