Morre mais uma passageira do acidente com ônibus de linha

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Foto: Fernando Lorenzzo/Tá Sabendo
Evandro Junior
O hospital Santa Casa de Campo Mourão confirmou que morreu, às 5h15 desta sexta-feira (6), a oitava vítima do acidente com um ônibus no entroncamento da BR-158 com a PR-317. O veículo caiu em uma ribanceira de mais de 30 metros de altura.
Larissa Bulgarelli Pires, de 17 anos, estava internada desde terça-feira, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Ela era moradora de Foz do Iguaçu, na região oeste, e viajava com a mãe.

A instituição hospitalar ainda informou que dos 13 pacientes que foram atendidos logo após o acidente, na terça-feira (3), apenas cinco permanecem internados. Destes, dois estão na enfermaria com quadro estável e três seguem na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado grave. O hospital informou ainda que, até o momento, dois pacientes foram transferidos e cinco receberam alta.

DEPOIMENTO – Em depoimento à Polícia Civil, o motorista do ônibus que se acidentou disse não se lembrar do momento do acidente. “Ele afirmou que não se recorda do evento do acidente, que a última recordação que ele tem é ele virando no trevo”, relatou o delegado Marcelo Trevisan, responsável pelo inquérito que investiga as causas do acidente.
O homem prestou depoimento na tarde de quinta-feira (5), após ter alta do hospital. O  motorista contou que não costuma passar de 95 km/h, dependendo do trecho, como em uma descida, por exemplo. “No momento do acidente, por não se recordar dos fatos, ele fala que não pode precisar a velocidade que ele estava”, informou Trevisan.
VELOCIDADE- Passageiros contaram que o ônibus estava em alta velocidade no momento do acidente. O disco tacógrafo, apreendido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e encaminhado à perícia, apontava na última marcação uma velocidade de aproximadamente 100 km/h. No trecho do acidente, a velocidade máxima permitida é de 40 quilômetros por hora.
Para o delegado, o condutor perdeu uma oportunidade de justificar o excesso de velocidade, se ele for comprovado. “A palavra dele, embora importante, não é absoluta, nós iríamos confrontá-la de qualquer forma com outros elementos, com outros depoimentos e com as provas e evidências físicas do local”, conclui.

Fonte: G1. com/Paraná

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